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Barulho, garagem, crianças e pets: lidando com os principais conflitos do condomínio

Gerenciar um complexo condominial traz muitas responsabilidades além da gestão financeira e administrativa; lidar com os principais conflitos do condomínio é uma delas. E olha que não são poucos, não é mesmo? 

A verdade é que esses conflitos podem se tornar um grande problema e acabar com a tranquilidade e a boa convivência entre os moradores. Mas como mediar tudo isso sem perder o bom relacionamento com todos? É sobre isso que vamos falar neste post! 

Principais causas de conflito no condomínio 

Como comentamos já no título deste texto, algumas questões pontuais causam a maioria dos conflitos nos condomínios. 

Barulho 

Garagem 

Crianças

Pets 

Você já se pegou tendo que resolver algum problema relacionado a isso no seu condomínio? Posso apostar que sim! 

Afinal, viver em comunidade é isso: mediar, superar e, no caso dos síndicos,  tentar evitar conflitos. Mas como lidar com cada uma dessas questões? Descubra a seguir! 

Barulho

Campeão absoluto das reclamações e intrigas, o barulho pode ser um grande gatilho para desencadear enormes conflitos nos condomínios. E não é apenas o som alto o responsável por isso. 

Crianças pulando no chão, choros excessivos, visitas que falam alto e, até mesmo, portas que batem com frequência também geram reclamações. E em muitos desses casos, os condôminos até questionam: como fica a lei do silêncio? 

A verdade é que uma lei específica do silêncio não existe. O que existe é a perturbação do sossego, prevista no artigo 42 da Lei das Contravenções Penais. 

Como orientar e punir?

Bom, primeiro, é preciso que as questões relacionadas ao barulho estejam previstas no Regimento Interno do condomínio, tanto as regras, como as sanções.   

Quais barulhos são tolerados?

Quais os dias e horários permitidos para cada tipo de barulho?

Quais os decibeis permitidos para música?

Quais os limites do barulho causado pelos visitantes?

Quais as sanções ou multas que podem ser aplicadas?

Tudo isso precisa estar previsto em documento legal, antes de ser orientado e cobrado!

Garagem

Um veículo que ultrapassou o limite da vaga, um visitante que ocupou a sua vaga sem permissão, um carro mal estacionado… Questões como essa, e outras que possam surgir, também estão na lista dos principais conflitos do condomínio. 

Na gestão desse tipo de conflito no condomínio, é indispensável ouvir sempre as duas partes envolvidas. Se for preciso, conte com as câmeras de segurança para averiguar a situação e seguir com as medidas a serem tomadas. 

Da mesma maneira que a questão do barulho, toda e qualquer medida punitiva só pode ser efetivada se estiverem previstas no Código Civil ou no Regimento Interno do Condomínio. 

Crianças 

Ao escolher morar em um condomínio, onde há várias famílias de composições diferentes, a maioria das pessoas têm consciência de que crianças também farão parte do quadro de condôminos. Mas, muitas vezes, para algumas pessoas as brincadeiras e barulhos que elas fazem nas áreas comuns pode ser um problema. 

O ideal é que espaços específicos sejam criados para os pequenos usufruírem sem problemas dentro do condomínio, mas no caso de condomínios com pouco espaço, nem sempre isso é possível. 

Nessas horas, é bom lembrar que de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente as crianças têm o direito de usufruir dos espaços do condomínio, sempre sob a supervisão dos pais. 

Então, para prevenir e até tratar determinados conflitos no condomínio é interessante que todos esses pontos e, até mesmo, horários para brincadeiras e reuniões de grupos de crianças, sejam pré-determinados também no Regimento Interno. 

Pets 

Quando o cachorro de um condômino late excessivamente, várias reclamações acerca do apartamento surgem, não é mesmo? E não é só isso, um pet que faz sujeira nos espaços comuns ou inibe a passagem de condôminos quando está nesses lugares também não é bem visto. 

A verdade é que nos últimos anos os pets são um dos principais motivos de conflito no condomínio. Uma vez que, diante do Código Civil e da Constituição Nacional, eles não podem ser proibidos no condomínio, por ferirem o direito de propriedade. 

O que pode ser feito, então?

Determinar no Regulamento Interno o que é permitido com os pets nos ambientes comuns. O importante neste quesito é especificar detalhadamente as ações e horários que podem ser realizadas e, até mesmo, aquelas que são expressamente proibidas. 

Ao dono do animalzinho, caberá o dever de cumprir fielmente as regras ou ser devidamente punido pelo descumprimento. 

Agora que trouxemos todas essas informações e insights, conte aqui pra gente, qual desses é o principal causador de conflito no seu condomínio e como você resolve? Ah, se você quiser mais dicas de sobre como atuar no condomínio, temos mais conteúdo aqui ↓

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