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Elas adoram flores, mas preferem respeito

Última atualização: outubro/2021

Antes de mais nada, vamos combinar que o dia da mulher não pode se resumir a um. Afinal, a mulher é engrenagem indispensável para fazer o mundo girar. Em torno dela, movimentam-se vidas impactadas pela sua força e pelo seu amor. 

Durante séculos as mulheres foram colocadas em lugar de subserviência, como seres inferiores. Eram relegadas a espaços domésticos e não tinham o direito de participar da vida social e política da sociedade pois, na prática, pertenciam a seus maridos.

Felizmente, a partir do século XVII esses pensamentos “machistas” começaram a ser questionados. O feminismo se organizou como movimento com as sufragistas – mulheres que batalhavam pelo direito ao voto. Hoje o movimento cresce e se multiplica em diversas correntes de pensamentos pelos direitos das mulheres.

O feminismo, em sua essência, acredita na igualdade política, social e econômica e na libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. É desta forma que o market4u se posiciona como empregador e gerador de oportunidades. “Incorporamos em nossos negócios valores e práticas que visam à equidade de gênero e ao empoderamento de mulheres. Buscamos diversidade em todas as nossas ações”, explica Eduardo Cordova, CEO do market4u.

Mulheres que inspiram pelo exemplo

Cinquenta por cento do quadro de colaboradores do market4u é formado por mulheres. Muitas ocupam cargos gerenciais, como Flaviana Eveline Crispin, gerente de compras da empresa. 

Casada, avó de Isac (11 meses), mãe de Ana Flávia (16 anos) e de Melissa (2 anos), Flaviana divide o tempo entre a família, o trabalho e a qualificação profissional.

Flaviana primeira colaboradora do market4u

Entrou no Bio Grupo – holding do qual o market4u faz parte – em 2013 como caixa em um posto de combustíveis. Dois anos depois, já gerenciava o posto. Em 2019 foi transferida para o market4u e hoje é gerente de compras da empresa. 

Mas nem tudo foram flores. “Venho de Porto Brasilio, distrito de Querência do Norte localizado no noroeste do Paraná. Desde muito cedo trabalhei na roça, carpindo e plantando. Era a única maneira de comprar o que eu queria, pois meus pais não tinham condições financeiras”, explica Flaviana, lembrando que ganhou a primeira calça jeans aos 13 anos.

Em paralelo ao trabalho na roça, Flaviana sempre gostou muito de estudar. Fez magistério, foi professora de Educação Infantil e mudou para Curitiba. Foi na capital paranaense, em 2013, que ela estabeleceu residência e decolou na vida profissional. “Em dois anos consegui comprar minha casa, uma grande conquista para quem chegou apenas com as roupas do corpo”.

Para Flaviana, a rotina é corrida e a dupla jornada difícil, mas o amor que  sente pela família e pela empresa supera tudo. “Tenho muita gratidão pelo que conquistei, orgulho da minha história e privilégio de conviver com pessoas incríveis. Quero ser sempre exemplo para as minhas filhas e para todas as mulheres”.

Dupla jornada

Um ano depois do início da pandemia, e sem previsão para o fim, sabemos que as mulheres são as mais afetadas. Os números indicam que, no começo de 2020, a diferença das taxas de desemprego entre homens e mulheres era de 27%. Apenas seis meses depois, essa diferença quase duplicou, chegando a 43%.

Estes índices demonstram a fragilidade das mulheres no mercado de trabalho. Elas, por exemplo, fazem três vezes mais trabalhos domésticos que os homens e são responsáveis por três quartos de todo o trabalho não remunerado no mundo. 

Quando o expediente comercial termina, é hora de cuidar da casa e da família. Com o trabalho remoto, a jornada dupla agora pode ser vivida durante o dia todo, o que afeta o desempenho da mulher como profissional e também sua saúde mental.

Para as trabalhadoras informais, a pandemia gerou ainda mais instabilidade. Estes pequenos e médios negócios são, na maioria das vezes, atividades essenciais para a sobrevivência de muitas famílias brasileiras. E esse setor precisou se reinventar para sobreviver.

Receita com Amor

Neste cenário de vulnerabilidade, o market4u fortalece a cada dia o Receita com Amor – projeto que gera oportunidades a chefs amadores por meio do modelo de economia colaborativa, onde receitas de família geram renda. “É mais uma forma que encontramos de investir em ações diretas para mitigar os efeitos da desigualdade quando a pandemia passar”, explica Cordova.

O projeto inclui distribuição dos produtos artesanais produzidos pelos chefs para milhares de pontos de vendas administrados pelo market4u, educação financeira para correta precificação dos produtos, curso EAD de boas práticas na cozinha, além do custo zero para o chef que recebe o material de embalagem, adesivos e rótulos.

Refletir para agir

Segundo a Organização das Nações Unidas, empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e econômicas são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.

Dia 08 de março é, portanto, um convite para avaliarmos nossas atitudes, compartilhando o respeito e, mais importante, promovendo ações em busca da equidade para que homens e mulheres sejam a versão mais completa deles mesmos.

Aqui, temos mais conteúdos às mulheres. Acesse!

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