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Como evitar conflitos no condomínio: guia para síndicos

As responsabilidades de um síndico condominial são muitas. Além de ser responsável pela gestão financeira e administrativa dos apartamentos, o síndico precisa, por muitas vezes, gerir conflitos que surjam entre os moradores; uma tarefa nada fácil. Por esta razão, preparamos um guia para evitar conflitos no condomínio, o que, além de otimizar o tempo do gestor, gera paz no ambiente. 

Para isso, é essencial que o síndico conheça quais as situações geram determinados conflitos e esteja preparado para lidar com elas, de maneira a evitar confusões. Vamos saber quais e entender as formas adequadas de lidar com elas? 

Assembleias 

As assembleias realizadas pelo condomínio são muito propícias a acabar em confusão, pois é um momento em que os moradores estão todos reunidos e aproveitam para expor seus descontentamentos em relação aos vizinhos ao, até mesmo, à administração. 

Uma dica para tentar evitar esses conflitos é estabelecer previamente a pauta da reunião e esclarecer que será expressamente proibido a discussão de outros assuntos, bem como definir um horário certo de início e fim do encontro. 

Outro ponto que pode ajudar na hora da assembleia é convidar sempre um advogado para estar presente. Essa presença pode evitar muitas confusões, uma vez que as pessoas costumam respeitar profissionais de fora na reunião.  

Crianças em espaços comuns

Sabemos que condomínios residenciais abrigam muitas famílias. Com isso, é comum que muitas crianças também façam parte dele, o que não é um problema. Mas, dependendo do comportamento delas em determinados ambientes comuns, isso sim, às vezes, se torna um desencadeador de conflitos entre vizinhos. 

As maiores reclamações dos moradores, são referentes a barulho e desorganização. Quem nunca acordou no meio da tarde de sábado com uma criança chorando ou falando muito alto no parquinho do condomínio? Ou, nunca se deparou com areia no corredor ou brinquedos no hall de entrada, deixados por elas? Para os pais, esses são acontecimentos entendíveis, mas para os vizinhos, na maioria das vezes, não. 

Uma solução para isso pode ser a limitação de horários para estar com as crianças em ambientes comuns, bem como definir os locais que elas podem ficar reunidas no condomínio. 

Barulhos recorrentes 

Você já teve ou tem um vizinho que gosta de ouvir música alta? Provavelmente a sua resposta foi sim, pois a maioria das pessoas já teve um. Então, você deve saber o quanto isso é incômodo e às vezes gera muitas discussões nos condomínios. Criar regras claras sobre a poluição sonora, dias e horários que permitam um barulho um pouco mais alto, e os decibéis permitidos, são o caminho para a solucionar esse tipo de conflito. 

Em caso de desrespeito às regras, alguns condomínios adotam o sistema de multa ao morador infrator. Dessa maneira, será mais difícil que o condômino volte a cometer o mesmo erro. Mas lembre-se: as regras e punições devem ser definidas previamente e levadas ao conhecimento de todos. 

Animais no condomínio

Os bichinhos de estimação também costumam se tornar um problema em ambientes de moradia coletiva. Isso porque, embora fiquem dentro das casas ou apartamentos, eles costumam causar alguns desconfortos quando latem ou fazem suas necessidades em locais inapropriados no condomínio. É claro que algumas situações estão fora do controle dos donos do animalzinho, mas a maioria pode ser evitada por eles. 

Quando sair com o animal para deixá-lo fazer suas necessidades ao ar livre, por exemplo, a responsabilidade de limpar a sujeira é do dono do bichinho. Fechar as janelas e portas, para evitar que os latidos ultrapassem demais o limite do barulho, também é uma atitude que pode ser tomada por eles para evitar certas confusões no condomínio. 

Vagas de garagem

Em tese, num condomínio residencial cada morador tem as suas vagas de garagem; uma, duas, três ou quantas ele tenha comprado. Na prática, não é bem assim que funciona, pois muitos estacionam seus veículos em vagas de outras pessoas ou, até mesmo, permitem que visitantes façam isso. 

O ideal para resolver problemas ocasionados por esse assunto é definir maneiras de uso da garagem em conjunto com todos os condôminos. Visitas poderão estacionar dentro do condomínio? Onde? Em quais horários? Permito que usem a minha vaga de garagem enquanto eu estiver fora? Em quais dias e horários? Todas essas são situações que podem ser discutidas e acordadas entre todos. 

Vícios de condôminos 

Quando o vício de um morador acaba infringindo a liberdade do outro, pode se tornar uma dificuldade para o condomínio. Na maioria das vezes, quando a fumaça do cigarro chega até a janela dos vizinhos ou quando as garrafas de cerveja ficam espalhadas pelo condomínio. 

Essa é uma questão que deve ser definida por cada condomínio. Vamos aceitar que pessoas fumem ou bebam em áreas comuns do prédio? E quando isso incomodar o vizinho, o que vamos fazer? São essas definições que precisam ser tomadas em conjunto e seguidas por todos. 

Visitantes 

Receber visitas é algo que, às vezes, se torna um incômodo para outros moradores, pois costuma fazer mais barulho que o habitual: portão abrindo, burburinho nos corredores e conversas mais altas em cada apartamento, por exemplo, além de algum eventual prejuízo que o visitante possa deixar ao condomínio. 

Para esses casos, é bom lembrar que o proprietário do apartamento é sempre responsável por suas visitas, assim como pelo barulho e qualquer prejuízo causado por ele. Isso deve ficar claro a todos os moradores e ser lembrado com frequência, para evitar qualquer problema no ambiente. 

Pronto, agora é só colocar em prática as nossas dicas e começar uma nova era no seu condomínio. Ah, e se quiser inovar a sua gestão, leve um market4u aos condôminos. Saiba como aqui ↓

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